| Em entrevista à jornalista Margaret
Hayasaki, da revista Pack, em sua edição
de janeiro, Denis Ribeiro, diretor econômico da Associação
Brasileira das Indústrias da Alimentação
(Abia) afirma que, apesar da crise econômica mundial,
os segmentos de alimentos e bebidas no País devem registrar
crescimento neste ano, embora em um ritmo menor do que em 2008.
Ribeiro lembra que o setor de bebidas e alimentos é
o segundo mais importante para a economia brasileira, representando
9% de seu PIB, atrás apenas do segmente petroquímico.
As indústrias de alimentos e bebidas consomem também
70% das embalagens produzidas no País.
O executivo da Abia revela que, em 2008, a previsão
de faturamento do setor é de R$ 270 bilhões,
desempenho superior ao registrado em 2007, de R$ 231 bilhões,
um crescimento aproximado de 13% a 14%. Os números
do ano passado só não foram melhores por que
a crise econômica prejudicou a performance da indústria
no último trimestre.
Para 2009, Ribeiro acredita que a produção
física da indústria de alimentos deverá
crescer de 3,5% a 4%. Ou seja, o crescimento continua, mas
com um fôlego menor do que 2008.
“É um segmento que tende a sofrer menos com
a crise porque estamos falando de bens de consumo imediato
e, por mais que as pessoas tenham dificuldade financeira,
elas não vão deixar de consumir”, afirmou
Ribeiro à Pack. “Mas não podemos
esquecer que essa indústria trabalha com matéria-prima
da agricultura, uma atividade de risco que depende do clima,
do tempo certo de plantio e de colheita. Além disso,
há de se considerar as condições nacionais
e internacionais”. |