| O Brasil já é o quarto
maior mercado de bebidas destiladas do mundo, depois de Escócia,
Suécia e Grécia. O tema foi abordado em matéria
da edição de março/abril da revista Dose
Dupla, reproduzida pelo site da Associação
Brasileira de Embalagem (ABRE).
Apesar de a cerveja ser a preferência do consumidor
no Brasil – impulsionado pelo clima tropical do País
–, percebe-se um aumento constante do consumo das chamadas
bebidas quentes, como vodkas, cachaças, uísques,
rum, licor e tequila. A brasileira Recife foi até apontada
pela The Whisky Magazine, renomada publicação
inglesa do setor, como a cidade com maior consumo per capita
de uísque do mundo.
Segundo a reportagem da Dose Dupla, o mercado nacional
de bebidas destiladas chega a 24 milhões de caixas
de 9 litros, excluindo cachaça, conhecida por ser um
produto de exportação genuinamente brasileiro.
Os números da cachaça são também
impressionantes. Em 2008, por exemplo, as vendas da bebida
para o exterior cresceram cerca de 18% em valor, ultrapassando
os US$ 16 milhões, e 20% em volume.
No ano passado, no Brasil, o mercado de destilados em geral
atravessou alguns momentos desfavoráveis aos seus negócios,
com a Lei seca, a Substituição Tributária
e o aumento do IPI sobre bebidas. “Com o tempo, o mercado
foi se equalizando e já recuperamos os volumes perdidos”,
disse à reportagem César Rosa, presidente da
diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça
(IBRAC).
Com a chegada dos dias com temperaturas mais baixas, há
a expectativa de aumento de consumo de cachaça e outros
destilados. Executivos do setor afirmam que, numa média
geral, 60% das vendas deste mercado concentram-se no inverno
e o restante é dividido aleatoriamente em outros períodos
do ano.
Diante da crise econômica mundial, os produtores de
cachaça devem ter poucas dificuldades além do
habitual. A previsão do setor é que o mercado
permaneça estável este ano e até com
uma leve tendência de crescimento. “Frente a tudo
que o mundo econômico vem passando, ainda temos um cenário
favorável ao consumo e às nossas exportações”,
ressaltou César Rosa. |