| Embora o desempenho do setor de embalagens
tenha ficado abaixo das expectativas no primeiro semestre, com
indicadores negativos, há no mercado a perspectiva de
recuperação a partir deste segundo semestre. Alguns
números já permitem traçar um cenário
mais otimista, com a recuperação da produção
física de embalagens, segundo recente matéria
do blog da revista Pack.
De dezembro de 2008 a junho de 2009, a produção
física mensal avançou 8,68%, segundo o Estudo
Macroeconômico da Embalagem Abre-FGV, realizado pelo
IBRE/FGV. Salomão Quadros, coordenador de Análises
Econômicas do IBRE/FGV, ressalta que, mantido esse ritmo,
em um semestre, a produção física mensal
retornará ao nível de setembro de 2008. Assim,
a indústria de embalagens deve fechar 2009 com uma
receita de R$ 33,2 bilhões, de acordo com a matéria.
O setor mais representativo é o da indústria
de embalagens plásticas, que responde por R$ 12,3 bilhões
deste total.
O estudo mostrou que as importações de embalagens
superaram, pela primeira vez, as exportações.
“Essa inversão na balança comercial não
afetou somente o setor de embalagem, mas a indústria
em geral. Trata-se de uma situação transitória”,
afirmou Quadros.
Segundo a reportagem do blog da Pack, o desempenho
da indústria usuária de embalagem também
sofreu os reflexos da crise econômica, com raras exceções,
como os casos da indústria de bebidas, com crescimento
de 5,24% no primeiro semestre deste ano, da indústria
farmacêutica, com 10,33%, e da indústria de perfumaria
e cosméticos, com 1,32%.
O coordenador do estudo apresentou ainda os resultados dos
dados de uma pesquisa qualitativa feita pela FGV, entre 5
e 31 de julho, com 106 empresas de embalagens, que, juntas,
movimentam R$ 16,7 bilhões em vendas e empregam 49
mil profissionais. Conforme aponta a matéria, apesar
da demanda de embalagens ainda ser considerada fraca pela
maioria dos entrevistados, há uma retomada que começou
a ser desenhada em abril e julho. As expectativas são
positivas. |