| De acordo com a Associação
Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria
e Cosméticos (ABIHPEC), a crise financeira, que fez tremer
mercados no mundo inteiro, passou longe dos produtos de higiene
no mercado nacional. O setor deve fechar o ano com um crescimento
de 11%, índice que é mais do que o dobro do projetado
no final de 2008, em plena crise.
O ano de 2009 é também, segundo a associação,
histórico para o segmento no Top of Mind. A taxa de
brasileiros que se lembram da marca de um desodorante, por
exemplo, é uma das maiores registradas pelo Datafolha
em 18 anos. Em fevereiro de 1992, 33% dos entrevistados não
conseguiam se lembrar de uma única marca do produto.
Neste ano, o índice caiu para 14%.
Na visão de especialistas, a mudança pode ser
explicada pela melhor distribuição de renda
do brasileiro e pela transformação em curso
no mercado de higiene pessoal. "Existe uma forte segmentação
em andamento", afirma Richard Vinic, coordenador dos
cursos de Marketing da pós-graduação
da Fundação Armando Álvares Penteado
(FAAP). "O que antes era parte da cesta de produtos de
uso familiar, agora é de uso pessoal e individualizado
de cada um dos membros da família."
O consumidor brasileiro está gastando mais com higiene
pessoal. Está também mais exigente com o que
compra. A tendência, segundo empresários do setor,
é de uma busca ainda maior por produtos especiais.
No caso do segmento de xampus, o consumidor – em especial
as mulheres – não tem medo de experimentar novos
produtos, o que acirra a competição entre as
marcas. “Mesmo marcas fortes dependem de muito planejamento
e altos investimentos para continuarem presentes memória
do brasileiro, explica Vinic, da FAAP. |