Krones News Dezembro 2009 - n° 93  
 
 
Indústria: produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre de 2010
Recente matéria do ABRE Notícias, publicação da Associação Brasileira de Embalagem, aponta para um início de ano bastante positivo para o setor industrial. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção das indústrias no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários.

De acordo com a consultoria MB Associados, a expansão no período deverá ser de 12,1%. A LCA Consultores, por sua vez, mais otimista ainda, espera por um crescimento da produção industrial de 16,5%. É claro que a base de comparação é muito baixa. A indústria brasileira chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar à virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.

A reportagem ouviu Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Para ele, a grande maioria das empresas que não depende de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. "Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram", revelou Coelho. "A logística vai ter que trabalhar muito para não faltar produtos nas lojas, porque este Natal promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos."

Na avaliação do economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, a economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro. A recuperação foi rápida (a crise durou quatro trimestres), comparada com outras recessões ocorridas entre 1980 e 2003, quando o país levava de oito a dez meses para retomar o crescimento. "Foi uma recuperação rápida, que ajuda a explicar por que as taxas de crescimento vão ficar ainda mais robustas no último trimestre deste ano e, principalmente, nos primeiros três meses de 2010", afirmou o economista.

Para Bráulio, a tônica da atividade nesse período será a de os bancos privados pisarem no acelerador do crédito para o consumo e para as empresas. O economista lembrou que hoje já não há tanto receio de emprestar, porque a inadimplência do consumidor está em queda e a das empresas parou de subir. "Com os bancos privados voltando ao jogo do crédito, a gente pode esperar uma competição ferrenha pelo consumidor e pelas empresas, o que obviamente vai estimular a atividade econômica."

 
 
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