Uma sondagem feita no início de
2010 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)
indicou que 48% das indústrias pretendem ampliar os investimentos
neste ano, enquanto apenas 17% projetam que haverá uma
diminuição no valor dos aportes. O assunto foi
tema de uma reportagem da Folha On-Line no dia 6 de
janeiro.
Na pesquisa foram levadas em consideração a melhora
do ambiente dos negócios e a elevação do
nível de utilização da capacidade instalada
e da confiança dos empresários. As projeções
para 2010 em todos os quesitos pesquisados, que incluem ainda
faturamento e pessoal ocupado, são mais favoráveis
do que as feitas para 2009, quando o setor foi fortemente afetado
pela crise internacional.
A expansão mais acentuada na previsão de investimentos
foi registrada em bens duráveis de consumo, cujo percentual
de aumento é o maior da série (58%). A elevação
da renda, a prorrogação da redução
do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em alguns
segmentos e as condições favoráveis do
crédito devem sustentar o dinamismo do setor, de acordo
com a FGV.
Em bens de capital, que reflete o aumento de investimentos
em máquinas e equipamentos, 14 dos 21 gêneros
pesquisados apresentaram previsões (diferença
entre os percentuais de aumento de investimentos menos os
de redução) superiores às de 2009.
Neste ano, pela primeira vez, a faixa que atingiu o maior
percentual, entre os empresários que pretendem ampliar
os investimentos, é a de expansão acima de 20%,
apontada por 33% dos entrevistados. O crescimento entre 10,1%
e 20% é previsto por 20% das empresas, enquanto 32%
prevêem crescimento entre 5,1% e 10%. Outros 15% esperam
aumento entre 0,1% e 5%.
Ainda de acordo com a reportagem da Folha On-Line,
em termos de faturamento, as previsões para 2010 são
mais animadoras do que as de 2009, principalmente para bens
duráveis de consumo, que devem continuar sendo beneficiados
pelo bom desempenho dos negócios no mercado interno.
A parcela de empresas que projetam aumento das vendas em 2010,
já descontada a inflação do período,
é de 69%, acima de 2009 (62%), mas abaixo de 2008 (71%).
Já a proporção de empresas que planejam
faturar menos diminuiu de 12% para 8%.
Em relação ao pessoal ocupado, a sondagem também
prevê ampliação do quadro em 2010, mas
em percentual inferior ao dos investimentos e do faturamento.
De acordo com a pesquisa, 40% empresas pretendem contratar,
enquanto 12% programam demissões. |