| Matéria do jornal Valor Econômico
do último dia 5 de fevereiro destacou que, entre o terceiro
e o quarto trimestres do ano passado, o consumo interno de máquinas
e equipamentos cresceu 18%, segundo cálculos do Departamento
de Pesquisas Econômicas do Bradesco. Os dados consideram
a produção local vendida no mercado doméstico
e a importação de bens de capital.
Para 2010, os analistas esperam uma forte alta da demanda
interna por bens de capital. O consumo aparente de máquinas
e equipamentos deve crescer cerca de 30%, contribuindo para
que os investimentos totais na economia aumentem mais de 20%
sobre o realizado no ano passado.
A retomada da demanda por máquinas e equipamentos
está ajudando tanto a produção local
como a importação. No último trimestre,
os fabricantes nacionais elevaram a produção
em 13,3% em relação aos três meses anteriores,
segundo dados do IBGE, enquanto as importações
cresceram 16,7% na mesma comparação, descontados
os efeitos sazonais. Para Douglas Uemura, economista da LCA
Consultores, a produção de bens de capital já
percorreu "três quartos do caminho de volta aos
níveis anteriores à crise".
Os empresários também aproveitaram os preços
dos bens de capital para reforçar os investimentos.
No quarto trimestre, o preço de importação
desses produtos ficou 2,7% menor, em dólar, do que
em igual período de 2008. As importações
de máquinas e equipamentos começaram a se acelerar
em setembro, se aproximando, no último trimestre, dos
resultados de um ano antes. Entre outubro e dezembro de 2008,
foram importados, em média, US$ 2.149 ao mês,
enquanto que, em igual período do ano passado, a conta
foi de US$ 1.989.
Para os analistas, o investimento será um importante
componente do PIB em 2010. “Com gastos públicos
e consumo das famílias mantidos em patamares próximos
aos de 2009, são os investimentos que se aceleram muito
fortemente”, analisa Fernando Montero, economista-chefe
da corretora Convenção. “Os investimentos
saltarão de pouco abaixo de 17% do PIB para 19% em
apenas um ano”, diz ao Valor. |